Terça-feira, 29 de Maio de 2012


Samuel,
sei que não seria o melhor momento para nasceres.
Nada está planeado, ainda,
nem preparado o suficiente,
assim pensamos nós.
Mas eu bem sei que tudo isto já foi planeado à muito,
cuidadosamente, como um milagre.
Sei que nada do que acontecer será um descuido.
Mas o papá não está prevenido,
e eu gostaria que fosse de outra forma.
Vou magoar muitas pessoas,
e na Terra as coisas não são como no Céu,
translúcidas como um vento fresco.

Queria pedir-te para demorares,
mas eu sei que nada mudaria se não fosse por ti.
Sei que primeiro será muito difícil,
mas depois virá uma grande felicidade:
uma graça, - me disseram -,
como uma festa da vida.
Obrigado, meu pequenino.

Pensarão que algo está errado,
e que não poderia ser eu a tua mamã,
que uma senhora de Deus nunca faria estas coisas,
nem poria em causa as coisas que os Homens construiram:
- Como uma benção poderá vir sobre alguém
desprovido das regras deste mundo?

Sei que o lugar em que vives é maravilhoso.
Que és abraçado carinhosamente,
e descerás dos braços de Deus para pequenos humanos.
Este lugar tem aquilo que nos magoa.
Este lugar é um berço de mentiras.
Mas prometo embalar-te com as asas que tenho no pensamento,
prometo fazer-te os milagres mais doces, de amor, de que sou capaz,
e levar-te ao meu mundo encantado,
onde poderás brincar, criar e aprender,
até perceberes a guerra que terás de travar...
Farei para ti um campo de papoilas,
muito antes do teu campo de batalha;
elevarei no horizonte do teu mundo musicas de amor,
antes mesmo de lutares contra as garras de inimigos;
e primeiro que pronuncies tudo o que está para vir,
ensinar-te-ei as mais belas orações;
antes de seres reclamado menino de todos,
aleitar-te-ei no meu regaço que é só teu.

Sei que não estou preparada para vires,
mas nada importa do que terei de passar,
pequenino profeta da felicidade,
nosso querido anjo de amor.
Dir-te-ía que este mundo não é para ti,
dir-te-ía que nada há aqui para sonhar,
mas eu sei que há algo preparado
para nos trazeres.

Para ti construirei uma cidade colorida,
com janelas para outros mundos, e pomares,
e seres cheios de respeito e grandiosidade,
passagens secretas para os corações da gente,
e preces para fazeres magias de amor.
Sabes como os meus anjos são calorosos.
Sabes como há respostas escondidas nos entrelaçados dos tecidos,
das pinturas rebordadas e das palavras miudinhas.
E dir-te-ei tudo o que souber,
antes de tudo o que tiveres para me ensinar.

E se te dissesse que te amo muito,
mesmo sabendo o soldado que terei de ser
para enfrentar os demónios deste mundo?
Se te dissesse que te queremos tanto,
mesmo que o papá ainda nem saiba tudo isto,
e que até pareça que escolheu de outra maneira.
Por vezes entristeço-me e desacredito,
e até parece que é tudo um enredo que criei,
mas eu vi como o teu abraço foi sentido,
e que o amor não é algo que nos possa enganar.
Eu sei que não entendemos o que está para vir,
e que escolheríamos de outra forma tudo isto,
só para ser muito mais fácil e confortável,
mas vieste obrigar-me a ser feliz.
É com todo o amor que te recebo,
meu querido pequenino,
que vens do Céu.



Sábado, 26 de Maio de 2012

Depois do sacrifício, uma vitória espiritual,
como o ressuscitar.
Ainda que pedisse: "afasta de mim este cálice",
o seu sabor é inebriante,
e tudo foi consumado.
É assim o curso de todas as coisas mais belas.
É assim que a vida prova todos os seus amados.

Terça-feira, 22 de Maio de 2012


Porque me cuidais e me embalais,
como preciosa e grande e bela fosse,
e uma magnífica história me contais,
de minha pequena vida, e tão enorme a tornais?

Como fui eu tomada, em vossos braços,
e me encontrei encimada de cuidados;
porque em oiro o barro me tornais,
e a ser tão pouco me sentis o muito mais?

Porque me dareis tanto, tanto, tanto,
e me fazeis sentir gigante o meu encanto,
de coisas que nem sequer me apercebia?
Porque vejo agora valioso o que não conhecia,
e lhe dou um apreço inconcebível?

Porque me mostrais o inacessível,
como fosse santa e pura e sábia, não o sendo?
Porque me dareis muitíssimo mais do que vos dou;
Porque me reverenciais como tivesse sabedoria, não a tendo,
e me guardais como a um tesouro, ...que não sou?

Toda esta insanidade em mim,
parece-me mais real, crescendo nos meus dedos,
e sabe-me a coisas que nunca tinha saboreado antes.

Tento saber em mim de onde viestes,
e fico interiormente, admirando essa presença amorosa,
cativada pelas plumas suaves com que me tocais.
Nem sei como não dei pela vossa presença, todos estes anos,
se em mim estais.

Porque sem eu saber amar-vos, me amais,
e me ofereceis mais do que eu peço, do que mereço?
Porque me respondeis, sem que realmente me respondais,
e me tirais medos e coisas que se agarram a mim,
como se fosse a coisa mais preciosa?

Porque me amais, então, dessa maneira,
tão pura e grandiosa e tão inteira?
Porque penetrais em todos os meus sonhos e segredos
e me curais de todas as feridas e meus medos?

Por vezes penso que domino o meu mundo,
mas nem sequer sou o capitão do meu sentir.
E ouço-vos, então, a cuidar de mim...
...pareceu-me ouvir uma porta se movendo;
pareceu-me sentir uns passos penetrando em mim...

Protegeis-me, afinal, como a um grande amor.
E eu nem dei por vós, todos estes anos...
Agora sim...
...agora sei que nunca estive só.

E que estais em mim.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

O que é afinal, o número 11?


Gostaria de partilhar ainda outra coisa que me tem acontecido. Quando me falaram do portal 11.11, apesar de mente aberta e de acreditar em muitas coisas estranhas, achei mesmo que era treta daquelas que nem valia a pena olhar... Mas aconteceu-me a mim... comecei a ver muitas vezes o número 11, ou 111, ou 11,11... 11 horas, 11 minutos, 11 em muitos lugares. Não era algo que me parecesse acaso, mas achava que isso não podia ter sentido algum, senão na minha cabeça. Um dia, estava a pensar que o número 11 não era bom, porque me aconteciam coisas que eu não gostava... mas porque seria, e que significado teria. Nesse preciso momento passava numa rua que tinha escrito: "Rua da Fé 11-22". Era demais. Fui pesquisar na net a ver se encontrava algum significado. 
O que encontrei foi mais que isso e que nunca tinha ouvido falar, porque afinal nem me permiti ouvir ninguém. Um fenómeno mundial acerca do 11, de pessoas a quem acontecia isso. Não outros números, mas o 11. Muitas tentativas de explicação mas nenhumas certezas, as mais variadas, as mais estranhas, umas boas outras más. O que é certo é que eu não gostava do número 11. Agora percebo porquê...

Acredito que esse número está associado a mudanças intensas e rápidas que terão de ser feitas. Apesar de graduais. Não gosto dele porque representa uma mudança que não me apetece fazer. Por exemplo: penso uma coisa, mas digo outra para não desagradar. O tempo disso terminou. Agora tenho que dizer a verdade. Custa, mas vai ter de ser. Nesta altura há uma espécie de portal para atingirmos uma frequência mais elevada, pela purificação e autenticação de tudo aquilo que somos, e isso implica mudar. Mas há coisas que querem permanecer. O nosso íntimo luta para ficar como está. E por isso aparece o 11. Ficar com o meu marido pk é mais confortável, não dizer que não quero ir a um lugar para não entristecer, fazer algo para agradar, deixar que o meu chefe abuse pk senão fico sem emprego, dizer que sim e pensar que não, não fazer algo pk a sociedade criticaria... montes do pequenas coisas. Em breve, a subida da frequência vai fazer com que todos saibamos o que o outro sente realmente e não poderemos esconder isso. Só que agora, em vez de ser em muitas vidas ou muitos anos vai ter de ser rápido, mesmo depressa. Po isso a "rua da fé 11-22", a mudança do só-só para o eu+outro - outro+eu. Já não nos poderemos esconder porque o outro entra, está em nós e nós nele. Podemos ser como se fossemos um mas em dois, e não indivíduo a viver com outro indivíduo. Aquilo que o outro é já não pode esconder porque encontrámos um novo "sentido" Conhecíamos 5 sentidos, agora vamos desenvolver outro. Uma espécie de lupa dos sentimentos, uma telepatia primária. Os nossos filhos já nascerão com ele. Não sei que acontecerá se não fizermos essa mudança. Talvez não atingimos a frequência que nos permite ver as reais intenções dos outros. Os que atingirem essa frequência terão uma visão purificada do outro e nunca poderão ser enganados. Não é fixe?! ... até isso, vamos ter que trabalhar essas pequenas coisas que teimam em permanecer mas que não são autênticas. Em suma a subida da frequência tem a ver com a autenticidade. Será prova que lá chegámos quando começarmos a ver o 22 ???? Já alguém chegou ao 99? ...espero que seja para me teletransportar!!... lol.... 
Regressão:

À muitos anos,
quando as mulheres não podiam estudar,
tive um homem que partiu, livremente, pelo mundo,
deixando-me com um menino nos braços.
Os meus vestidos acetinados, farfalhudos, brilhantes,
coisas de damas abastadas,
foram o preço de uma conquista, ainda pouco aceite na altura.

Um dia, ele voltou.
E vendo-me assim, despreocupada e farta,
perguntou-me que fizera:
- Estudei, tirei um curso.
Mas as mulheres não podiam...
Só eles tinham direito.
Mas decidida, estudei.
Então ele me dissera:
- Tu, que és emancipada, vem comigo pelo mundo!
E fui, pelo amor que lhe tinha.

Quando então já caminhava,
em alguns preparativos,
juntava as coisas e amigos
que sempre o acompanhava.
Falou-me desagradado:
- Cheiras mal ao me falares!
- Foi da alheira que comi.
E olhou-me autoritário:
-Tudo me contarás, em tudo me obedecerás!
E eu, já antecipando,
empurrei-me para a frente,
e para "o outro lado" o mandando,
fui-me embora de repente.
Aos amigos que lhe vi,
mandei-os ao "mesmo lado"
e fui embora contente
por poder ter estudado!

A minha mãe satisfeita,
ficara feliz por mim.
Se sou livre e mando em mim
ofereço-me como escrava?
Se o amor não liberta,
só me prende e só me aperta.
Acredita, senhor, para mim,
não há escravos do amor!!
Pelo amor liberto eu espero,
nem que seja noutra vida.

...é por isso que eu vim!





Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Arrancaste o coração do teu peito,
como afirmação de quem estaria certo,
afincando a tua decisão.
Poderias suster-te sem ele?
Assim julgaste na tua mente,
e decidiste que seria essa, a vontade,
que reinaria sob tudo o que era misterioso,
inexplicável e irrevelado, em ti.

Mas o teu empenho tornou-te frágil.
Pois a determinação com que tomas o caminho da santidade,
assim o do engano.
O afinco com que percorres o caminho da sabedoria,
assim o da experiência perigosa.
A violência com que fechas as portas do mal,
assim, equivocado, renuncias a dádivas de amor,
que te vêm do Céu.

Entristecido e fraco, sob um fio de vida.
Então, arrependido e repensando,
agarraste o coração para o teu peito.
Não um, mas a dois que agora eram,
e os recolocaste em seu lugar.

Obrigada.


Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

"Anjo Azul", porque te escondes?
Estou-te a ver...
Metido nas paredes?